Você já pensou na possibilidade de acordar de manhã cedo e seu café já estar preparado pela cafeteira? Saber que alimentos estão faltando na sua geladeira sem ao menos ir olhar, ou voltar do trabalho e já ter todas as lâmpadas acesas e o ar condicionado em pleno funcionamento? E fazer tudo isso ao toque de um botão no seu dispositivo móvel? Embora pareça algo exclusivo das telas dos filmes de ficção científica, a ideia de conectar objetos, eletrodomésticos e até mesmo transportes a computadores e smartphones já é realidade, graças à Internet das Coisas (no inglês, Internet of Things). Nesse post você vai entender de maneira descomplicada o que exatamente é a Internet das Coisas e como ela está revolucionando a forma como interagimos com os itens usados em nosso dia a dia. Acompanhe:

O que é “Internet das Coisas”?

O termo “Internet das Coisas” refere-se a uma revolução tecnológica que tem como objetivo conectar os aparelhos utilizados em nosso cotidiano à internet, permitindo que eles se comuniquem entre si. Apesar de parecer recente, a ideia de conectar objetos começou a ser discutida em 1991, quando a internet que conhecemos hoje viu o início da sua popularização. Quem propôs o termo “Internet das Coisas” foi Kevin Ashton, um britânico pioneiro da tecnologia, que escreveu o artigo “A Coisa da Internet das Coisas”.

Segundo Ashton, a limitação do tempo e da rotina fará com que as pessoas se conectem à Internet de outras maneiras. Dessa forma, as empresas terão a possibilidade de acumular informações relacionadas ao movimento de nossos corpos com maior precisão e reduzir, otimizar, e economizar recursos naturais e energéticos. Para ele, essa revolução proporcionada pela “Internet das Coisas” será muito maior do que o próprio desenvolvimento do mundo online que conhecemos atualmente.

Quais as tendências dessa revolução tecnológica?

A Internet das Coisas já está batendo em nossas portas, aparentando ser uma tendência sem volta. Um dos principais motivos para o seu sucesso é o constante crescimento do acesso à internet, com cada vez mais pessoas conectadas em todos os lugares do mundo. De acordo com o professor do setor de tecnologia, comunicação e cultura da Universidade de Georgetown e Diretor de Tecnologia da IBM, Michael Nelson, dentro de 5 a 10 anos veremos mais de 100 bilhões de objetos conectados à rede.

Dentre eles, destacam-se as TVs, termostatos, fechaduras, sistemas de alarme, abridores de portas de garagem e até lâmpadas, que estão tornando as casas muito mais inteligente. Especula-se que este mercado movimentará uma quantidade enorme de dinheiro, e as gigantes da tecnologia, por sua vez, já estão abraçando as oportunidades que este mercado apresenta e começando a investir pesado na infraestrutura necessária. Segundo a consultoria IDC, a Internet das Coisas movimentará cerca de US$ 1,7 trilhões em 2020, valor três vezes maior que em 2014, de US$ 655,8 bilhões.

Quais suas aplicações em nosso dia a dia?

Para darmos um exemplo prático da aplicação do conceito de Internet das Coisas, suponha que você tenha acabado de chegar em casa após um longo dia de trabalho, mas percebe que todas as luzes estão apagadas e terá que acende-las uma por uma. Se a sua residência contasse com a facilidade proporcionada pelas lâmpadas inteligentes, que se conectam à rede, você poderia programa-las para acenderem no horário exato em que você chega em casa.

Em outro cenário, você está prestes a ir dormir, mas se esquece de apagar a lâmpada de um determinado cômodo. Com uma lâmpada inteligente você teria a possibilidade de apaga-la mesmo estando deitado em sua cama, através de um aplicativo instalado em seu smartphone. E é exatamente disso que a Internet das Coisas se trata: a criação de sistemas que “emprestam” mais inteligência aos objetos para que eles possam se comunicar e tornar a sua vida muito mais fácil.